Defesa dissertação - Teoria da confiança e comércio eletrônico

URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missoes.
Pós-graduaçao em direito.
Campus Santo Ângelo.
Dissertação: Relações de consumo e teoria da confiança: cidadania e proteção do consumidor nos sítios de aproximação.
Aluno: Cláudio Antônio de Paiva Simon.
Banca: William Smith Kaku, Leonel Severo Rocha, Aires José Rover.



Gostei da dissertaçao do Cláudio por dois motivos: a escolha do seu foco principal, os sites de aproximaçao como o mercado livre, e sua teoria de base, a teoria da confiança a partir do modelo sistêmico de Habermas e Luhmann (que nao é para iniciante). Tirando os problemas costumeiros em trabalhos desse tipo sua perspectiva foi muito interessante, propondo ao final a solução costumeira e necessária, o direito, mas também, dentro da própria análise da complexidade por ele proposta, trazendo alternativas colaborativas que vão além do mesmo direito.

A cidade de Santo Ângelo:


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Palestra - ferramentas de apoio para informática jurídica

Universidade Federal de Santa Catarina
Centro de Ciências Jurídicas
Curso de graduação em direito

Ferramentas disciplina Informatica Juridica

Fotos - amigos calientes em Mar del Plata

novo endereço:
http://egov.ufsc.br/portal/conteudo/fotos-amigos-calientes-em-mar-del-plata

Palestra - panoptismo y derecho penal

O JAIIO/SID 2009 encerrou-se com a palestra Nuevas tecnologías, panoptismo y derecho penal del enemigo realizada por Marcelo Riquert, da UNMDP – Argentina.

Ficou claro que o direito penal clássico não dá conta dos novos problemas e que as alternativas em relação ao crime globalizado não são boas. A estratégia de uma teoria do inimigo sem cara e onipresente seria tudo o que os setores dominantes gostariam de ver hegemônico. Estamos indo nessa direção quando a luta contra o terrorismo global legitima qualquer tipo de ação de segurança em detrimento das liberdades civis da maioria das pessoas, certamente bons cidadãos. Aos poucos vamos entregando nossa liberdade, sem reclamar, como um sapo sendo cozido em água cada vez mais fervente. Quando tomarmos consciência, estaremos sem condições saltar fora da panela, de resistir ao big brother. Quiçá, acordemos antes do ponto limite de não retorno.

Alguns tópicos tratados:
proceso de inflación penal
necesidad de criminalizar manifestaciones “no convencionales” como:
“Violación de Secretos y de la Privacidad”
Proporcionar o revelar información registrada secreta
Acceso ilegítimo a banco de datos personales e Inserción ilegítima de datos personales
Hacia un nuevo modelo de panóptico
Utopía positiva: la plaza electrónica
Utopía negativa: imagen orwelliana del Gran Hermano
El “Estado Panóptico” o Panopticón tecnológico: sistema de vigilancia total
Rodotá: es el problema de las relaciones entre las nuevas tecnologías y la democracia
¿Tecnologías de libertad o tecnologías de control?
Hay nuevas técnicas de poder: hoy muchos miran a unos pocos
libertad por seguridad” (Hassemer)
El “ojo electrónico” es más penetrante, dominante y ubicuo
Empezó en la cárcel y se extendió a oficinas, tiendas y bancos
pulsión de la idea del “enemigo”
El tratamiento de la delincuencia no convencional se ha procurado realizar por medio de institutos que también son “no convencionales”
el 11/S, USA
la actual sociedad globalizada es eminentemente política y no penal
exclusión de los “localizados” por los auténticamente “globalizados”
proceso de concentración de recursos
violencia urbana
futura mutación de “enemigo” sea de “terrorista” a “excluido” o “glocalizado”

Prof. Fernando Galindo

Prof. Fernando Galindo Ayuda, de Zaragoza, de Espanha, do mundo. Aqui em seu despacho na Universidade de Zaragoza.


Entrevista: e-gov no Brasil está atrasado

Fonte: Guia das Cidades Digitais
16 de Junho de 2009
Jornalista Marcelo Medeiros

Aires Rover, da Universidade Federal de Santa Catarina, acredita que falta interação à maioria dos programas de governo eletrônico brasileiros. O professor Rover está iniciando o Observatório de Governo Eletrônico com a espanhola Universidade de Zaragoza. Os projetos de governo eletrônico no Brasil, apesar dos prêmios recebidos, ainda estão atrasados quando se compara com o potencial que a internet oferece. A análise é de Aires Rover, professor do curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante de um grupo de pesquisa internacional que acaba de lançar o Observatório de Governo Eletrônico. O observatório, além de estudos acadêmicos, realiza projetos que visam a melhoria das práticas governamentais por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

“Falta interação”, resume Rover. Para ele, os projetos nacionais ainda estão muito voltados para a disponibilização de documentos, quando deveriam prestar mais atenção à abertura dos processos decisórios aos cidadãos. Nesta entrevista, o professor explica como funciona o Observatório de Governo Eletrônico, por enquanto restrito a Santa Catarina, e faz comentários sobre uso das TICs em âmbito governamental no Brasil, tanto na esfera municipal quanto estadual e federal.

Guia das Cidades Digitais: O que é o projeto de Observatório de Governo Eletrônico?

Professor Aires Rover: É um projeto conjunto da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade de Zaragoza, da Espanha. Nosso objetivo é estudar as diferentes formas de governo eletrônico tanto no Brasil quanto no exterior.

Guia das Cidades Digitais: Como é entendido o governo eletrônico?

Professor Aires Rover: O governo eletrônico é considerado como organizações e sistemas necessários para a administração pública cumprir suas obrigações com os cidadãos e empresas com a ajuda de recursos proporcionados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Guia das Cidades Digitais: Quando o projeto começou?

Professor Aires Rover: Trabalho com informática jurídica há muito tempo, e há cinco anos entrei em contato com o professor Fernando Gallindo, de Zaragoza, para criarmos um programa de estudos de governo eletrônico na pós-graduação da UFSC. Ele veio dar aulas no Brasil e eu, na Espanha, tanto em nível de graduação quanto de pós.

Em seguida, conseguimos aprovar pequenos projetos junto a instituições de apoio à pesquisa, como a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] no Brasil. Agora, conseguimos verba para criarmos o Observatório, que, além de um site, inclui atividades de docência, bolsas de estudo e encontros internacionais.

Guia das Cidades Digitais: O que o Observatório está estudando no Brasil?

Professor Aires Rover: Neste momento, estamos montando métricas de análise (formas de estudar e avaliar) de e-gov aqui e lá. Estamos mapeando o orçamento de Santa Catarina em três áreas: saúde, segurança e educação. Queremos mostrar, de forma simples e moderna, onde os recursos estão sendo investidos.

Guia das Cidades Digitais: Que ferramentas são utilizadas para isso?

Professor Aires Rover: Aplicações do Google Maps permitem que os internautas não só vejam quanto, por exemplo, cada escola estadual recebe mensalmente, mas também como esse recurso é aplicado. O programa também permite ao usuário fazer comentários. O mapa facilita o acesso à informação e a regionaliza. Assim, o cidadão pode ver o que interessa a seu bairro ao invés do mar de informações sobre gastos que geralmente os governos disponibilizam.

A pessoa pode estar interessada somente em uma escola ou área específica, e o mapa torna mais fácil a busca desses dados. A idéia é dar transparência aos gastos públicos por meio de uma interface acessível a qualquer um.

Guia das Cidades Digitais: Sua equipe tem obtido apoio do governo para esse projeto?

Professor Aires Rover: Estamos iniciando contato com o governo estadual para passar as informações obtidas e também para pedir financiamento a fim de aumentarmos nossa pesquisa. Temos conseguido apoio das secretarias, inclusive da de Finanças, mas nada muito concreto, por enquanto. De qualquer forma, é possível afirmar que o Estado tem demonstrado interesse no assunto.

Guia das Cidades Digitais: O Brasil já obteve alguns prêmios internacionais de e-gov. Como vê o envolvimento do país no uso das novas tecnologias para melhorar a administração pública?

Professor Aires Rover: Há vários modelos de governo eletrônico, e acho que o Brasil possui uma posição interessante no cenário mundial, pois somos muito criativos. Porém, ainda estamos num processo de evolução em relação ao que se pode fazer. Parece-me que há muito foco na simples disponibilização de documentos na internet. Falta interação. A internet caminha cada vez mais rápido para modelos interativos, e o governo eletrônico também precisa caminhar nessa direção. Isto é uma forma de colaborar com o exercício da cidadania, que também deve interferir na gestão da coisa pública. Como fazer isso é o grande desafio.

Guia das Cidades Digitais: Quais seriam os caminhos?

Professor Aires Rover: Precisamos fazer com que as pessoas interessadas possam influenciar a gestão e não somente assisti-la. Ou seja, participar de maneira direta, abrindo as portas para o que chamamos de “democracia digital”.

O e-gov, então, deve criar espaços participativos para o cidadão. Não basta simplesmente dar acesso a informações e documentos. Isto, claro, é necessário, mas não suficiente. O Estado precisa se abrir para que as pessoas intervenham na gestão. Claro que isso não vai se dar no alto escalão das decisões, mas é preciso ampliar as possibilidades de participação.

Guia das Cidades Digitais: Recentemente o governo sancionou a lei complementar 131/2009, que obriga todos os municípios a colocarem suas contas na internet em tempo real. A lei é viável?

Professor Aires Rover: O tempo real é hoje a coisa mais natural da internet. É não só uma realidade como uma necessidade. Já se tornou uma característica fundamental da rede e precisa ser aplicada à administração pública. Além da possibilidade de emitir comentários, seria interessante a pessoa poder intervir.

A idéia do projeto de observatório do governo eletrônico está nessa direção. Afinal, de que adianta transparência um ano depois de uma decisão ser tomada? O cidadão precisa saber dos fatos na hora, para poder intervir e criticar oportunamente.

Guia das Cidades Digitais: As eleições estão se aproximando e o Tribunal Superior Eleitoral ainda estuda a possibilidade de liberar a propaganda política na internet. Por enquanto, ela obedece às mesmas regras dos outros veículos, apesar de ser muito difícil controlá-la. Como vê esta questão?

Professor Aires Rover: O Brasil possui uma visão muito tuteladora do cidadão. A relação dele com o Estado é muito fechada e protegida. É preciso abrir sim a propaganda na rede. Quanto mais informações, melhor. Pode haver caos? Pode, mas o princípio da rede afirma que se encontra ordem no caos. É mais interessante abrir a propaganda na internet e regulá-la do que proibi-la.

Palestra - Tv digital e a democratização do acesso

A DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À INFORMAÇÃO: POR UM NOVO OLHAR FRENTE À TV DIGITAL
Paloma Maria Santos
Aires José Rover
JAIIO/SID 2009






Apresentacao

Palestra - privacidade e vigilância

O prof. dr. Ramon Brenna (UBA, Argentina) abriu o evento SID/JAIIO com a bela conferência Privacidade e vigilância.
Diz ele muito apropriadamente que sua fala vai contra a corrente, pois a maioria de nós não vê o que se passa ao redor, um constante aumento de controle sobre nossas vidas e dados privados. Quando lhe perguntei o que de prático poderíamos fazer, eu lhe dizia que aparentemente colocamos toda culpa na tecnologia e o fazíamos sem querer. O fato é que vivemos em uma sociedade do medo e da guerra permanente desde quando o homem se diz civilizado. E em uma sociedade desse tipo, fazemos qualquer conceção para salvar nossa pele, não compreendendo que assim a perdemos definitivamente.

A tecnologia é e sempre será apenas instrumento, nunca causa definitiva. A nossa única alternativa é construir uma nova consciência e despertar da matrix em que vivemos e alimentamos.
O fato é que o tema não é fácil de lidar e isto o prof. foi muito feliz em suas colocações. Se caminhamos cada vez mais para uma internet mais controlada, a verdade é que a sua própria complexidade e emergência a partir do caos permitem espaços de liberdade e democracia muito longe dos espaços controlados do Estado e das empresas. Haverá sempre espaços de resistência, o que não quer dizer que seja fácil ou não haja retaliações. No mínimo, sentiremos a culpa de não estar confiando no pai governo, seja ele qual tipo for. Finalmente, se tudo isto não for verdade e passarmos a viver em uma sociedade totalitariamente vigiada, um bug qualquer nos salvará. Há quem rezará para que tudo retorne ao que era antes.

Tópicos tratados pelo prof. Brenna:
Vigilância necessária para manter ordem, social, econômica
Renuncia a privacidade por isso
Quanto de liberdade, quanto de segurança?
11 setembro, restrições liberdades civis
Confrontar com a proteção dos direitos humanos
Proteção dos dados pessoais
Privacidade é um direito base que limita as ações do estado
Sociedades de vigilância
Economia é determinante
Cresce a capacidade de ameaças
Internet elimina limitações geográficas
Convergência tecnológica elimina barreiras tecnológicas entre sistemas, facilitando troca de dados
Países em desenvolvimento as ameaças são maiores
Vigilância é fundamental em sistemas de índoles autoritárias
Controle total no espaço publico
Vigilância visual com câmeras
Rodovias
Não está clara a relação da diminuição da criminalidade com o aumento da vigilância
Vigilância dos corpos (físico e eletrônico)
Escutas nos telefones
Massiva colheita de dados individuais
Identificadores eletrônicos
Biometrias e assinatura eletrônica
Não se pode confiar no gorverno
Software com dispositivos padrões de escuta (teclado, erros)
Necessidade dos perfis
TV digital espia (spy TV)
I-tv interativa
Psicanalisado pela rede
Princípios: licitude, proporcionalidade, racionalidade, necessidade, finalidade, unidade, intervenção mínima
Novo paradigma, minory report
Esfera mínima de privacidade é um critério fundamental da democracia
Axioma totalitário: homem bom não tem nada a temer
Não ha garantia contra o uso abusivo
As leis de proteção de dados são boas, ruim é sua aplicação

Palestra - Inteligência de Negócios na Administração da Justiça

Inteligência de Negócios na Administração da Justiça
Aírton José Ruschel
Aires José Rover
JAIIO/SID 2009







Inteligência de Negócios na Administração da Justiça

Palestra - TV DIGITAL EM GOVERNO ELETRÔNICO

Evento: 38 JAIIO/SID
APLICAÇÕES DE TV DIGITAL EM GOVERNO ELETRÔNICO
Marcus de Melo Braga
Paloma Maria Santos
Aires José Rover





Apresentação

Evento - SID/JAIIO 2009 - Mar del Plata

24 de agosto, começa o SID/JAIIO em Mar del Plata, Argentina.
Segue programação e outras info.











Visualizar mar del plata em um mapa maior


Privacidad y vigilancia
Ramón Brenna (Argentina)

Paradigma Jurídico de la Sociedad de la Información
Noemí L. Olivera

Internet y privacidad en las empresas: entre políticas, delitos y garantías constitucionales en Argentina 1
Marcelo G.I. Temperini

Elementos para el desarrollo de un Mapa del conflicto en la Sociedad de la Información
José María Lezcano - Noemí Luján Olivera

Inteligência de Negócios na Administração da Justiça
Aírton José Ruschel - Aires José Rover

A protecao da Propriedade Intelectual como estratégia de desenvolvimiento regional de Santa Catarina: a criacao de NITs no APL madeira-móvel do alto Vale do Rio Negro
Tania C.D. Bueno - Marzely G. Farias - Angélica Gorges - Claudia O. Bueno - Fabricio Tadeu Donatti

El concepto de internacionalidad en la Sociedad de la Información
Corina Iuale - Noemí Olivera

Redes sociales y derecho vista desde la perspectiva de los principios jurídicos y del derecho argentino
Ismael Lofeudo - Noemí L. Olivera

Notificaciones Digitales: Un análisis crítico del Acuerdo 3399/08
Gonzalo Iglesias

Direito negocial sob a perspectiva da Inteligencia Coletiva: a melhor alternativa de protecao consumidor no comercio electronico
Leticia Canut

Engenharia do conhecimento e Comunidades Informacionais na Web: una abordagem para construcao de ontologias multilingues na área jurídica
Sonali Bedin - Tania C.D.Bueno - Hugo C. Hoeschl - Roberto Giordano Lerena

Sistemas de Gestión - Casos de éxito en el Poder Judicial
Daniela Barbera (MPF Bs As) – Eduardo Jiménez (Juez Federal) – Andrés Bursztyn (MPF Nación)

Resolución de conflictos y nuevas tecnologías de información y comunicación
Alberto Elisavetsky

Multilingual ontologies for query expansion in Legal information Retrieval System
Tania C. D. Bueno - Jesus Cardeñosa - Rafael L. Brazão - Hugo C. Hoeschl - Cesar K. Stradiotto - Sonali Bedin

Los ODR desde la Perspectiva del Derecho Civil Continental
Rolando Joaquín Ortega Hernández - Humberto Martín Ruani

El derecho en la sociedad del conocimiento "Ciudadanía digital" ¿un derecho constitucional vulnerado?
Nancy Griselda Franco de Elorza Feldborg - Gustavo Alberto de Elorza Feldborg

Tribunales arbitrales especializados en alta tecnología
Horacio Granero (Argentina)

Uma Proposta de Ontologia para Gestão de Pessoal em Governo Eletrônico nas IFES Brasileiras
Marcus de Melo Braga - Jane Lúcia Silva Santos - Mario A. R. Dantas

Los Delitos Informáticos y los Ilícitos informáticos en el ordenamiento jurídico argentino
María del Carmen Becerra

A democratização do acesso a informação: por um novo olhar frente à TV digital
Paloma Maria Santos - Aires José Rover

Investigación científica del delito - Tecnologías de virtualización aplicadas en informática forense
Leopoldo Sebastián Gómez

Juicio Electrónico en Chile: ¿un sueño o una realidad?
Carola Canelo – Alvaro Orellana (Chile)

Protección Jurídica ante el analfabetismo tecnológico en el contexto de la TIC
Marta Yélamos Cáceres - Gustavo E. Juárez

Los sistemas de gestión de servicios legales. Propuesta de modelación de un sistema para una oficina de asistencia legal en Cuba
Luis Raciel Rodríguez Silva

Nuevas tecnologías, panoptismo y derecho penal del enemigo
Marcelo Riquert (Argentina)

Humor - Maranguape do Chico Anysio

Para não levar as coisa tão a sério:

Livro - Assim falou Zaratustra - Nietzsche

"É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante."

"Há sempre o seu quê de loucura no amor; mas também há sempre o seu quê de razão na loucura."

"Algum veneno uma vez ou outra é coisa que proporciona agradáveis sonhos. E muito veneno no fim, para morrer agradavelmente."

"Há almas que nunca se descobrirão, a não ser que se principie por inventá-las."

"O bom deseja o velho e que o velho se conserve."

"Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja vossa paz uma vitória!"

"Onde acaba o Estado começa o homem que não é supérfluo."

"Aquele era frio em suas relações e exigente em suas escolhas. Mas de um só golpe e para sempre estragou sua companhia. A isso chama seu casamento."



veja também:
Livro - Governo Aberto - Open Government - Gobierno Abierto
Livro - O sujeito do conhecimento na sociedade em rede
Livro - O cálice e a espada - Riane Eisler
Livro - Vida sem advogados - Howard
Livro - Multidão: Guerra e democracia na era do Império - Negri e Hardt
Livro - Dimensões escondidas - Alan Wallace
Livro - A luta pelo direito - Ihering
Livro - Conversaciones de Gilles Deleuze
Livro - Codigo - Lessig
Livro - O herói de mil faces - Campbell
Livro - A ilha - Huxley
Livro - Espectro da consciência
Livro - O que faz o brasil Brasil - Roberto Damatta

Filme - Bowling for Columbine

A controversial documentary film written, directed, produced by, and starring Michael Moore. It won numerous awards, including an Academy Award for Best Documentary Features.

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Palestra - informática jurídica

Universidade Federal de Santa Catarina
Centro de Ciências Jurídicas
Curso de graduação em direito

Introdução

Informática jurídica

Filme - The corporation - Corporação

Provoking, witty, stylish and sweepingly informative, THE CORPORATION explores the nature and spectacular rise of the dominant institution of our time. Part film and part movement, The Corporation is transforming audiences and dazzling critics with its insightful and compelling analysis. Taking its status as a legal "person" to the logical conclusion, the film puts the corporation on the psychiatrist's couch to ask "What kind of person is it?" The Corporation includes interviews with 40 corporate insiders and critics - including Noam Chomsky, Naomi Klein, Milton Friedman, Howard Zinn, Vandana Shiva and Michael Moore - plus true confessions, case studies and strategies for change.

Resumo - redes complejas

Seminário: Governo eletrônico na sociedade em rede
Profs Aires J Rover e Orides Mezzaroba
Aluno Alexandre Pesserl
CPGD - 20092
Apresentaçao do livro: redes complejas - Ricard Solé

redes_complejas

Profilaxia e Virulência

Baudrillard com o texto Profilaxia e Virulência, rápida citação abaixo, nos permite avaliar com um pouco mais de critérios a atual quase histeria e farsa em torno da gripe suína. Sem dúvida, mais um capítulo do avanço das máquinas e das virtualidades no mundo humano.
- "A crescente celebralidade das máquinas deve normalmente acarretar a purificação tecnológica dos nossos corpos. Estes poderão contar cada vez menos com anticorpos"
- "Não é absurdo supor que a exterminação do homem comece pela exterminação dos seus germes. Por que, tal como é, com seus humores, paixões, riso, sexo, secreções, o homem não passa de um germezinho sujo, vírus irracional que perturba o universo da transparência. Quando ele tiver sido expurgado, quando tudo tiver sido expurgado e se tenha conseguido eliminar toda a perturbação social e bacilar, só restará então o vírus da tristeza, num universo de limpeza e sofisticação mortais"
- "Assim estamos nós todos perdendo defesas, somos todos virtuais imunodeficientes"

Vídeo - Social media revolution

BILETA 2010 Conference

BILETA 2010 Conference
Monday 29 – Tuesday 30 March 2010

Hosted by the Faculty of Law, Centre for Legal Informatics (DEICL/SIL), at the University of Vienna, Austria

“Globalisation, Internet and the Law”
Cyberspace, globalisation, global civil society and governance remain in the focus of interest, in particular in in times of an economic crisis. 2010 is not only the magic year for the European knowledge society (Lisbon target) but may see the birth of an International Organisation deriving its authority from the global civil society. “Electronic life” becomes a reality. Questions of data protection and intellectual property determine more and more our life.
This year’s annual conference focuses on the ways in which law and technology can contribute to a better legal system in the era of globalisation. Law Schools have to contribute to this ongoing evolution in order to maintain efficient rule of law in the knowledge society.

Razões do coração


“O coração tem razões que a razão desconhece”.
Blaise Pascal, matemático e filósofo francês (1620-1661)

Defesa de monografia do André

16/07/2009, monografia: Gestão do Conhecimento no Ministério Público de Santa Catarina: O Caso do Sistema de Informatização e Gestão. André Edésio da Silveira, Curso de Direito, UFSC.
Foi um prazer orientar o André, que soube assumir o desafio do tema e produzir uma competente reflexão e análise. Eis sua exposiçao inicial da defesa.



TCC - Gestão do Conhecimento no Ministério Público de Santa Catarina o caso do Sistema de Informatização e ...

Gripe suína - saúde ou farsa

Depois da gripe aviária veio a gripe suína e quem sabe lá o que vem adiante. O fato é que no primeiro lance há um prognóstico de grande catástrofe, seguido por todo um estardalhaço da mídia que se mantém, mesmo diante de irrisórios casos de morte e dos números de adoentados. Instala-se uma cegueira geral do que ocorre realmente.

O fato é que a indústria farmacêutica em sua ânsia de lucro a qualquer custo utiliza a tecnologia disponível para renovar sua carteira de remédios de última geração. Mas para isso é preciso de doenças, de novas doenças. As antigas não dão lucro.

Em uma sociedade na qual a virtualidade é dominante, criar simulacros é muito fácil. Difícil é tomar ciência deles quando todos achamos que a doença, necessariamente, vem de fora e que bastaria o remédio da última moda para nos curar.

O Mito da Caverna

Esta alegoria contada por Sócrates é uma das mais significativas no ocidente. Mostra como o cárcere da vida cotidiana é tão eficiente que nem se percebe os grilhões da realidade das sombras. Aceitar o novo mundo seria tão chocante que muitos prefeririam voltar ao velho mundo inconsciente. A superação do mundo de aparências somente é possível com um doloroso processo de autoconhecimento. Infelizmente, a sociedade atual não valoriza a concretude da vida, ao contrário, investe todos os esforços da ciência do entretenimento na construção de ilusões sempre renováveis.

"SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO - Não.

SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO - Sem dúvida.

SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO - Claro que sim.

SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO - Necessariamente.

SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via. Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO - A princípio nada veria.

SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO - Não há dúvida.

SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.

GLAUCO - Fora de dúvida.

SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.

SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?

GLAUCO - Evidentemente.

SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?

GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.

SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?

GLAUCO - Por certo que o fariam.

SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos."

A República. Platão. Ed. Atena

20 anos sem a metamorfose ambulante

Viva Raul Seixas!



Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre eu que nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor, lhe tenho horror
Lhe faço amor, eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre eu que nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor, lhe tenho horror
Lhe faço amor, eu sou um ator
Vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter a velha, velha, velha...
...velha, velha opinião formada sobre...
Do que ter aquela velha, velha, velha...
...velha, velha opinião formada...
Do que ter aquela velha, velha, velha...
...velha, velha opinião formada sobre...
Do que ter aquela velha, velha, velha...
...velha, velha opinião formada...

Poesia - Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.

Cora Coralina - 1976

Holismo e complexidade - mudanças de paradigma

"Os ventos da mudança estão rondando a sociedade atual não de agora e em alta velocidade. Estamos em plena transição de paradigmas: tudo é processo novo sobre velhos objetos e o novo convive ainda com o velho, que tem data para morrer. E há pouca consciência disso. Para Morin "paradigmas são “princípios supralógicos de organização do pensamento [...] princípios ocultos que governam a nossa visão das coisas e do mundo sem que disso tenhamos consciência” (2007).

Vivemos uma transição complexa, muito além da chamada sociedade da informação. Isso porque esta é consequência daquela transição, de um modelo linear e cartesiano de pensar e ver o mundo, para um paradigma da complexidade que ao mesmo tempo reune e distingue o que separou-se e dicotomizou-se (herança dos gregos).
O paradigma cartesiano-newtoniano postula a racionalidade, a objetividade e a medição como únicos meios de se chegar ao conhecimento. A consequência é que estamos rodeados e programados para aceitar e realizar toda espécie de reducionismo.

São várias as transições para uma visão holística e complexa de mundo:
Da afirmação constante da certeza à legitimação e diálogo com a incerteza;
Do heterocontrole à auto-organização;
Da ordem planejada hierarquicamente à ordem emergente;
Da medição e domínio da natureza e toda realidade à convivência com o ambiente;
Da competição à cooperação." (ROVER, A J)

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo, Porto Alegre, Sulina, 3ª ed. 2007.

Newton da Costa - 80 anos

Nos próximos dias 23 a 28 de agosto o Centro de Lógica, Epistemologia e Filosofia da Ciência - CLE da Universidade Estadual de Campinas -UNICAMP realizará o evento Sciency, Truth and Consistency em homenagem aos 80 anos do Prof. Newton Carneiro Affonso da Costa, um dos maiores filósofos do Brasil e provavelmente o mais importante lógico vivo do planeta. Da Costa foi o criador da denominada Lógica Paraconsistente. Mais info.
foto: Zé Renato, Newton da Costa e Aires Rover

Poesia - Poeminha do contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.Eu passarinho!

Mario Quintana

Resumo - A democracia eletrônica

Seminário: Governo eletrônico na sociedade em rede
Profs Aires J Rover e Orides Mezzaroba
Aluna Katia de Carvalho
CPGD - 20092
Apresentaçao do livro: A democracia eletronica, Jordi Picanyol
resumo A DEMOCRACIA ELETRÔNICA

Felicidade interna bruta


Imaginar que os governos passem a dar importância à felicidade do povo seria algo muito estranho em um mundo onde os valores econômicos detém o monopólio da atenção de quase todos, governantes e governados. Ao que parece, a idéia da felicidade interna bruta ainda continua sendo um total desatino, mas pelo menos tem gente falando sobre isso. Vejamos o que se denominou indicadores dessa nova forma de governar (Afonso Capelas Jr, Revista Bons Fluídos, Maio/2009):

"1. Bom padrão econômico – avalia o status econômico dos cidadãos, os níveis de renda (e endividamento) individual e familiar, a segurança financeira, a qualidade das habitações.

2. Boa governança – mensura como o desempenho dos governos é assimilado em termos de eficácia, honestidade e qualidade, incluindo liderança em vários níveis, na mídia, no Judiciário, na polícia e nas eleições.

3. Educação de qualidade – detecta a contribuição para conhecimento, valores, criatividade, competências, capital humano e sensibilidade cívica de todos os níveis da população.

4. Saúde – avalia o status de saúde da população, seus fatores determinantes e o sistema de saúde em si.

5. Vitalidade comunitária – faz foco nos pontos fortes e fracos dos relacionamentos e das interações nas comunidades. Avalia a natureza da confiança e da sensação de pertencimento, a vitalidade dos relacionamentos afetivos, a segurança em casa e na comunidade, a prática de doação e de voluntariado.

6. Proteção ambiental – mede como estão os recursos naturais e as consequências das pressões do desenvolvimento sobre os ecossistemas.

7. Acesso e diversidade cultural – deve ser meta fundamental de política pública, em que se reconhece o valor das tradições na formação da identidade e na base criativa para o futuro.

8. Gerenciamento equilibrado do tempo – uma das mais eficazes portas de entrada para a qualidade de vida, inclusive com o reconhecimento do valor do lazer, do contato com a natureza e dos laços sociais compartilhados com a família e os amigos.

9. Bem-estar psicológico – como está o contentamento, a satisfação com todos os elementos da vida e a saúde mental das pessoas."

Significado das palavras

" No tempo do Mestre Linji (Rinzai), alguns termos budistas eram usados tão frequentemente que perderam o significado. As pessoas mastigaram tanto palavras como "liberação" e "iluminação" que elas perderam seu poder.

Hoje não é diferente. As pessoas usam palavras que cansam nossos ouvidos. Ouvimos tanto as palavras "liberdade" e "segurança" no rádio, televisão e jornais que elas perderam sua efetividade ou o significado ficou distorcido.

Quando palavras são usadas demais, mesmo as mais belas perdem seu verdadeiro significado. Por exemplo, a palavra "amor" é maravilhosa. Quando gostamos de comer hambúrgueres, dizemos "Eu amo hambúrgueres". Então, o que sobra do significado da palavra "amor"?"

Honestidade - corrupção

Não existe mais ou menos honesto. Ou se é inteiro ou se abre a porta larga das pequenas e grandes corrupções. E a medida está nos pequenos atos...

Fotos - Londres

Julho de 2005, em Londres.
Londres é Londres...

>> veja algumas fotos


Exibir mapa ampliado

Escola que não liberta

"É preciso entender que todos nós somos programados para pensar de uma determinada forma. O governo parece nosso amigo, os professores parecem nossos amigos, mas eles não falam o que é bom para nós, eles não ensinam sobre nossos valores, nossas qualidades, eles não lembram que somos seres criadores. Eles ensinam a copiar. Por esse motivo, poucas crianças gostam da escola, porque elas sentem que alguma coisa está errada. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir. Nesse modelo somos tratados como números, fazemos provas a todo o tempo e quando a criança faz vem a prova ela é um bom robô. Crianças criativas escrevem as coisas que elas pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, tira-se a identidade da pessoa. Então, nós precisamos informar as pessoas que não somos robôs, somos seres criadores. Todos nós valorizamos os conhecimentos acadêmicos, mas nós precisamos lembrar quem nós somos. Esse é o conhecimento que devemos levar daqui"

Censura da internet

(fonte: Veja)

Militares: solução final

Diante de situações difíceis, normalmente as pessoas defendem soluções fáceis. Agora mesmo, com a crise do Senado tem gente distribuindo este vídeo do ACM. Tem gente com saudade dos militares. Por favor, não me venham com esse discurso de que os eles são a solução dos nossos problemas, sejam eles quais forem. Eles não resolvem nada, só pioram.
Esqueceram a história? Será que não se tem idéia melhor do que essa?
Lembrando alguém que os militares adoravam: "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

A democracia e as duas torres de Brasília

A democracia tem seu preço e as vezes é alto, principalmente quando é jovem e vive uma longa transição sem novas lideranças (diga-se, as velhas nao as deixam nascer) e com instituições que ainda estão com um pé na também velha sociedade capitalista, populista e dos também velhos coroneis.

Significa que ainda tem-se de pagar o preço de escandalosos abusos de poder contra a cidadania, ao mesmo tempo que os direitos civís do cidadão são desproporcionalmente interpretados em favor de princípios superiores de segurança do Estado ou da própria sociedade. Ora, a verdadeira democracia cobra forte de TODOS os que desrespeitem a NORMAlidade e da mesma forma protege TODOS os direitos dos seus cidadãos. Um dia chegamos lá. Mas que dói, dói.

Consumidores de tecnologias venenosas

Agronegócio transforma o Brasil no maior consumidor de venenos do mundo.

Quem diz é nada mais nada menos que a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) – organização patronal que reúne empresas do agronegócio como Basf, Bayer, Down Agrosciences, Dupont, Monsanto e Syngenta.

Não é novidade que o mercado de agrotóxicos movimenta bilhões de dólares no Brasil e isso pode ser um indício do porque uma série de decisões judiciais – obtidas após recursos movidos por empresas de agrotóxicos – impediu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de realizar a reavaliação de 14 ingredientes ativos (utilizados em mais de 200 agrotóxicos). Mas, neste ano de 2009, a Avisa retomou os processos de reavaliação de 13 substâncias. Vamos ver no que dá.

Certamente, as indústrias de veneno estão preocupadas com os consumidores. Afinal, se morrermos antes da hora, há prejuízos. Veja notícia.

Resumo - Cibercidadania e cidadania.com

Seminário: Governo eletrônico na sociedade em rede
Profs Aires J Rover e Orides Mezzaroba
Aluna Carlos Strapazzon
CPGD UFSC - 20092
Apresentaçao do livro: Cibercidadania e cidadania.com, de Perez Luño, 2003.

Resumo Cibercidadania e Cidadania

Livro - Além do Bem e do Mal

"Falar muito de sí mesmo, pode ser um jeito de esconder aquilo que realmente é".

"Os homens trataram até agora as mulheres como pássaros que, vindos das alturas, perderam-se e vieram refugiar-se ao pé deles. Enfim, como algo de mais delicado, mais vulnerável, mais selvagem, mais esquisito, mais doce, com mais alma - mas algo que se deve engaiolar, para que não fuja".

"Um filósofo é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias. (...) Um filósofo, ah, um ser que foge, muitas vezes para longe de si mesmo, muitas vezes tem medo de si mesmo, mas que é demasiado curioso para que não 'volte sempre a si'".

"Existem alturas da alma, de onde mesmo a tragédia deixa de ser trágica".

"Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você."

"Os pais fazem dos filhos, involuntariamente, algo semelhante a eles – a isso denominam “educação” -; nenhuma mãe duvida, no fundo do coração, que ao ter seu filho pariu uma propriedade; nenhum pai discute o direito de submeter o filho aos seus conceitos e valorações. (...) E assim como o pai, também a classe, o padre, o professor, o príncipe continuam vendo, em toda a nova criatura, a cômoda oportunidade de uma nova posse".

"O que se faz por amor sempre acontece além do bem e do mal".

"A loucura é algo raro em indivíduos – mas em grupos, partidos, povos e épocas é a normal".

"Creio que podem mesmo existir puritanos fanáticos da consciência que prefiram morrer com a fé num nada assegurado que com algo incerto".Friedrich Nietzsche - Alem Do Bem e Do Mal

O grande irmão cuida da sua conta bancária

Um axioma importante da sociedade moderna é que o Estado, por ser fruto de um tal contrato social, somente quer o nosso bem e temos o dever de confiar nele. Nao há possibilidade de resistir, e isso, muitas vezes, mesmo com a lei a nosso favor. É em nome dessa certeza que as leis são feitas.

Ultimamente, muitas ações do Estado brasileiro, tem ganho uma força extra da tecnologia da informação. São muitos os exemplos. Um caso recente é o poder de fogo que o governo passou a ter com o monitoramento das movimentações bancárias. Estamos todos sendo cuidados por um aperfeiçoado sistema de vigia de movimentação financeira instalado no Banco Central. Ao final da primeira carga de informações que o computador recebeu dizem que havia sido criado 150 milhões de diferentes pastas, uma para cada correntista.

O banco central informa que sua ação é apenas fazer esses registros sem contudo guardar ou manipular qualquer valor financeiro. E tudo por um bem maior, que é lutar contra os crimes financeiros... Acha que dá para confiar?

Publicação - Conexões entre moral e direito sob um ponto de vista lógico

Revista Brasileira de Filosofia
Coordenador: Tercio Sampaio Ferraz Jr
398 páginas Volume: 232
Acabamento: Brochura
Ano de Publicação: 2009
Categoria: Filosofia Jurídica

Conexões entre moral e direito sob um ponto de vista lógico
Aires José Rover, Cesar Antonio Serbena e José Renato Gaziero Cella, p. 247-256

Livro - Genealogia da moral

"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmo somos desconhecidos."

"Perguntemo-nos quem é propriamente 'mau', no sentido da moral do ressentimento. A resposta, com todo o rigor: precisamente o "bom" da outra moral."
"A visão do homem agora cansa - o que é hoje o niilismo, se não isto?... Estamos cansados do homem..."

"Esquecer não é uma simples vis inertiae [força inercial], como crêem os superficiais, mas uma força inibidora ativa, positiva."

"Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento."

"Com ajuda da moralidade do costume e da camisa-de-força social, o homem foi realmente tornado confiável."

"Quanto sangue e quanto horror há no fundo de todas as 'coisas boas'."

"Os doentes são o maior perigo para os sãos; não é dos mais fortes que vem o infortúnio dos fortes, e sim dos mais fracos."
Friedrich Nietzsche - Genealogia da Moral (pt-br)