LIvro - Zen e a arte de manutenção da motocicleta - Pirsig

Um livro fundamental para entender a ciência, a racionalidade e a arte do bem viver ao estilo zen japonês.
PIRSIG, Robert M. Zen e a arte da manutenção de motocicletas. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1988, 388 pgs.

“A motocicleta funciona inteiramente de acordo com leis racionais, e o estudo da arte da manutenção de motocicletas é, no fundo, um estudo em miniatura da arte da própria racionalidade.”

“Na verdade, a motocicleta a ser ajustada é você mesmo. A máquina que parece ser externa, e a pessoa, que parece ser interna, não são coisas separadas.”

"O verdadeiro veículo que conduzimos é um veículo chamado nós mesmos."

"A motocicleta é principalmente um fenômeno mental."

"O objetivo do método científico é selecionar uma dada verdade dentre muitas verdades hipotéticas".

Resumos: 1 | 2

Pirsig, Robert - Zen and the Art of Motorcycle Maintenance

Artigo - The Connections between Morality and the Connections between Morality and Law from a Logical Point of View

José Renato Gaziero Cella, Cesar Antonio Cerbena, Aires José Rover

The Connections between Morality and the Connections between Morality and Law from a Logical Point of View. in: Law, liberty, morality and rights.

23rd World Congress of Legal and Social Philosophy held in Kraków in August 2007.

Biblioteca 325

Vídeo - Pranav Mistry: The thrilling potential of SixthSense technology

Vídeo que mostra ferramentas de úlima geração da chamada realidade virtual aqui denominado dispositivo de sexto sentido. Há várias demonstrações visuais...

Fotos - O droste e a arte

Tecnologia e arte seria como agua e óleo. Porém, dizem tanto por aí que determinadas técnicas digitais são arte que a gente até acredita. Eis o “droste”. Uma imagem retratando uma versão menor de si mesma. Até que fica legal...

Idéias - A tragédia haitiana e o estilo hegemônico americano

Estilo é estilo!
Baseada em valores científicos,  tecnológicos e econômicos, de caráter mecanicista, a civilização norte americana é dura. Quer dizer, tamanho o seu sucesso nas diversas áreas de atuação do ser humano que os ianques se acostumaram a impor suas verdades. Certamente, são os porta-vozes do mundo ocidental, os grandes herdeiros dos velhos totalitarismos baseados nas pequenas intolerâncias. Tudo em nome de um bem maior. É o onipresente ditado maquiavélico 'os fins justificam os meios' em pleno vigor. Não admira o interesse em impor seu jeito americano de gerir a tragédia haitiana. Certamente, a gestão americana irá se impor! (imagem do blog cella)

Vídeo - O Brasil inspirando o mundo

Não somos tão hegemônicos como a cultura americana, mas quem sabe um dia chegamos lá. Pena que a qualidade também se compare à maioria da produção ianque...

Torcida sueca se inspira em tropa de elite:

Foto - As vacas invadem São Paulo outra vez

Entre elas uma vaca ecológica. Quem sabe algo se aprende e a selva de pedra tenha menos problemas com chuvas, poluição, lixo nas ruas...
Viva as vacas.
Viva a arte.
Viva São Paulo.

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Números - Internet em 2009

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Música - Earth Song - Michael Jackson censurado?


Há quem diga que este belo clip foi censurado nos EUA. Seriam as más linguas? Os americanos não estão nem aí para este tipo de manifestação; porque fariam esforço com censuras? De qualquer forma, trás uma boa reflexão sobre a responsabilidade humana em relação a nossa belezura terra.

Entrevista - a privacidade na internet acabou?

É fácil para o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmar que a privacidade acabou. Até porque o seu negócio depende disso. Na realidade ela é um empecilho, visto que afirma, caso ele criasse o Facebook nos dias atuais, informações de usuários seriam públicas e não privadas.

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Idéias - Uns pensam que são, mas esta juiza tem certeza que é ...

Em sentença proferida na Vara do Trabalho de Santa Rita (PB), a magistrada afirma, inacreditavelmente, o seguinte: "A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material. A autonomia de que goza, quanto à formação de seu pensamento e de suas decisões, lhe confere, ademais, uma dignidade especialíssima. Ele é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia. Pode chegar à autoformação de sua própria vida e, de modo apreciável, pode influir, por sua conduta, nos acontecimentos que lhe são exteriores. Nenhuma coerção de fora pode alcançar sua interioridade com bastante força para violar esse reduto íntimo e inviolável que reside dentro dele.”

Ë mole?


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Entrevista - Zilda Arms

A dedicação de uma pessoa a uma nobre causa faz a diferença. E que diferença em termos de valores e transformações para as futuras gerações. Bonito ver trajetórias como a desta grande senhora. As crianças brasileiras agradecem!

Veja sua entrevista no Roda Viva.

Música - A paz - Gil


Composição: Gilberto Gil & João Donato

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"

Livro - Da Privacidade à Proteção de Dados Pessoais

DONEDA, Danilo. Da privacidade à proteção de dados pessoais. Rio de Janeiro: Renovar, 2006.

Esta é a tese de doutorado do prof. Danilo Doneda, sobre tema importante na atualidade das convergências das mídias, dos novos mundos das redes sociais, do comércio eletrônico, do Estado em rede. Que dificuldade! Por isso o valor desta obra.

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Vídeo - A felicidade e o Jeitinho brasileiro


"Na edição de réveillon de telejornal da Band, depois de mostrar imagens de lixeiros desejando felicidades, Boris Casoy, sem saber que o áudio estava aberto, mandou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.” O vídeo caiu na internet. Simboliza o discurso reprimido de parte da sociedade brasileira, que cria elevadores de serviço e social em condomínios, mas avisa que é ilegal discriminar. A mesma que se deslumbra pelo réveillon dos VIPS de Trancoso ou coberturas de Copacabana e ignora os milhões de cidadãos nas areias e avenidas. No País em que garçom não come a mesma comida que o cliente, nem na mesma mesa, Boris disse num lapso (e se desculpou apenas depois da repercussão) o que está no inconsciente da nossa formação. País do futuro com esse passado e presente? Se liga!" Marcelo Rubens Paiva (dica do blog do cella)

Foto - China ataca a Google

A Google pode sair da China depois de acusar um ataque a contas de gmail de ativistas pró-direitos humanos no país. A empresa diz que não vai mais censurar as pesquisas em seu mecanismo de buscas, como exige o governo chinês, o que pode render a sua expulsão da China. É a velha e cada vez mais presente luta contra muitas censuras...

>> Google pede para sair da China

>> Como o Gmail da ativista tibetana ajudou o Google a descobrir o ataque que estremeceu a relação entre China e EUA e levantou debate sobre censura

Foto: Massacre na Praça da Paz Celestial, 1989

Idéias - A censura e o Plano Nacional de Direitos Humanos

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão está preocupada com o Plano Nacional de Direitos Humanos baixado por Lula, por decreto, em 21 de dezembro 2009. Não é por menos, o que poderá sair da tal comissão governamental para acompanhar a produção editorial das empresas e promover um hanking sobre seu desempenho para o tema dos Direitos Humanos, prevendo punições para quem não rezar pela cartilha do governo? Eu não ponho a mão no fogo...
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Vídeo - entardecer vermelho após a chuva

Livro - A luta pelo direito - Ihering

Este livro ganhei na primeira fase do curso de direito por ter tirado a melhor nota da turma na disciplina filosofia do direito. Por isso, sempre lembro dele com certa nostalgia. A tese de Ihering,  preconizando que o Direito era norma e por isso deve-se obediência a ela, é claramente positivista e simplista. De qualquer maneira, sua afirmação de que a construção do direito era decorrente de constante luta, quer para a obtenção de um direito, quer para a sua manutenção, era expressão do projeto moderno de afirmação do indivíduo e sua autodeterminação (mesmo que regulada ou ilusória). Renunciar aos direitos seria a renúncia à própria existência moral...





A Luta Pelo Direito - Ihering

Filme - preconceito e censura


Mais uma vez a censura! Cena com uso de maconha leva o filme "Simplesmente Complicado" a ser proibido para menores de 17 anos nos EUA, entrando na mesma categoria de filmes como O Massacre da Motosserra e Instinto Selvagem, segundo entendeu a Motion Picture Association of América (MPAA). Mas não é um filme de violência e as cenas na cama não diferem dos padrões atuais. Puro preconceito! >>Seguir lendo

Foto - pura natureza femenina

O homem civilizado (?) olha para esta foto e se surpreende. Como é possível essa aberração? Pois sim, achamos totalmente bárbara toda e qualquer união mais próxima com a natureza. Estamos, somos tão separados da mesma que nem notamos mais essa separação e nos é normal a sua destruição. Quando vemos algo tão natural e tão animal, isso nos parece abominável. Não se nota mais a conexão amorosa que aí se apresenta...

Retrospectiva 2009 - direito e tecnologia

Indico duas boas retrospectivas do que ocorreu em 2009, apontando para o que pode ocorrer em 2010, no mundo do direito e suas relações com a tecnologia. Certamente, a velocidade das coisas é crescente, algo que não combina muito com o velho direito...
internetlegal | dnt

Foto - jovem pintor Renato Bittencourt Coelho

Este jovem artista plástico expos obras pintadas em óleo sobre tela, em amostra apresentada em outubro de 2009 no espaço cultural do angeloni beiramar, em Fpolis. Seu estilo expressionista é arte pura em traços livres de cores fortes.

Parabéns ao meu amigo Renato

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Idéias - Feliz Ano Novo - Frei Betto

"Por que desejar Feliz Ano-Novo se há tanta infelicidade à nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos e iraquianos, e os soldados usamericanos sob ordens de um presidente que qualifica de “justas” guerras de ocupações genocidas? Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes conscientes dos fracassos de Copenhague que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade? O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E alertou meu confrade Tomás de Aquino: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo que fazem, a própria felicidade. A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou “condenados da Terra”.

A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é “a grande aventura do desejo”. Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo – reza a publicidade – nos fará feliz. Desejar Feliz Ano-Novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários de seu rebanho, espera que o próximo tenha também um Feliz Ano-Novo?


Na contramão do consumismo, Jung dava razão a são João da Cruz: o desejo busca sim a felicidade, “a vida em plenitude” manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.

A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego. Porém, ao mergulhar nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com que nos é generoso; prepotentes com que nos acolhe em solícita gratuidade. Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego.

Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor. Feliz Ano-Novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. Claro, muitas outras conquistas podem nos dar prazer e alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, desigualdade, degradação ambiental, políticos corruptos! Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis por opção ou omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de “um outro mundo possível”.

Contudo, ainda não será o Feliz Ano-Novo. O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório há que superar o modelo produtivista – consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária. Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então com certeza teremos, sem milagres ou mágicas, um Feliz Ano-Novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso. A diferença é que estaremos conscientes de que, para se ter um Feliz Ano-Novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores.

Por que desejar Feliz Ano-Novo se há tanta infelicidade à nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos e iraquianos, e os soldados usamericanos sob ordens de um presidente que qualifica de “justas” guerras de ocupações genocidas? Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes conscientes dos fracassos de Copenhague que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade? O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E alertou meu confrade Tomás de Aquino: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo que fazem, a própria felicidade. A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou “condenados da Terra”.

A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é “a grande aventura do desejo”. Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo – reza a publicidade – nos fará feliz. Desejar Feliz Ano-Novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários de seu rebanho, espera que o próximo tenha também um Feliz Ano-Novo?

Na contramão do consumismo, Jung dava razão a são João da Cruz: o desejo busca sim a felicidade, “a vida em plenitude” manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.
A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego. Porém, ao mergulhar nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com que nos é generoso; prepotentes com que nos acolhe em solícita gratuidade. Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego.

Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor. Feliz Ano-Novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. Claro, muitas outras conquistas podem nos dar prazer e alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, desigualdade, degradação ambiental, políticos corruptos! Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis por opção ou omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de “um outro mundo possível”.

Contudo, ainda não será o Feliz Ano-Novo. O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório há que superar o modelo produtivista - consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária. Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então com certeza teremos, sem milagres ou mágicas, um Feliz Ano-Novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso. A diferença é que estaremos conscientes de que, para se ter um Feliz Ano-Novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores" (Frei Betto – 01/01/2010).